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Pegue o texto sobre a propaganda com o E.T., por exemplo. Todo mundo que assistiu ao comercial ficou emocionado. Afinal de contas, ele apela para uma sensação muito presente hoje em dia, a nostalgia, aquela ideia nem tão saudável assim de que tudo antes era melhor. Além disso, a peça publicitária evoca questões bastante caras a toda uma geração, como o envelhecimento.
E daí aparece um “louco” dizendo que a propaganda mercantiliza o Natal e debocha da nossa herança cultural, da nossa memória coletiva. Revoltante? Para muitos, sim. Mas é preciso estar aberto a esse tipo de argumento que, para ser contradito, requer um raciocínio mais elaborado do que emojis de raiva e pontos de exclamação.
Essa é a graça do jornalismo que pretende promover o debate saudável – que é o objetivo da editoria Ideias. Buscamos fazer com que o leitor tenha acesso a textos que aprofundam as convicções da Gazeta do Povo , claro, mas também nos esforçamos para mostrar textos que façam com que o leitor tenha um olhar novo sobre o tema em questão, um olhar com o qual muitas vezes ele não vai concordar, que vai causar raiva e indignação, mas que é sempre um contraponto necessário, às vezes divertido e às vezes revoltante.
03 de Abril, 2025 às 17:27
03 de Abril, 2025 às 16:54