Morretes (PR) é o ‘Berço Nacional do Montanhismo’, aprova Comissão de Educação
O Brasil cumpriu total ou parcialmente 32 das 37 estratégias previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) para o fomento da qualidade da educação básica. A conclusão é da Comissão de Educação (CE)
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O Brasil cumpriu total ou parcialmente 32 das 37 estratégias previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) para o fomento da qualidade da educação básica (leia abaixo). A conclusão é da Comissão de Educação (CE), que aprovou nesta terça-feira (5) o relatório da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) sobre a avaliação dessa política pública.
A parlamentar, que propôs a meta 7 do PNE como política pública a ser acompanhada pela CE, listou 60 recomendações para a elaboração do próximo plano — com vigência entre 2024 e 2034. Ela levou em conta sugestões apresentadas por especialistas nas cinco audiências públicas promovidas sobre o tema pela comissão. Entre as medidas, destaque para as seguintes:
estabelecer padrões nacionais de aprendizagem para cada ano escolar
implementar indicadores de avaliação institucional e de produtividade dos professores
aprimorar programas de educação de competências e de saúde mental dos estudantes
expandir política de acesso à internet e de transporte escolar
implementar modelos diferenciados de financiamento da educação básica, como a política de vouchers
Segundo Damares Alves, o futuro PNE deve considerar “diferentes reflexões e persistentes desafios”. “A ‘qualidade do professor’ é a variável escolar interna mais importante no desempenho dos estudantes, seguida pela gestão escolar. A infraestrutura escolar também impacta o aprendizado, de modo que, quando a condição do espaço físico escolar é ruim, os resultados no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] também tendem a cair. Há evidências de que o uso de dados para acompanhar a aprendizagem dos alunos ao longo do ano contribui positivamente para melhores resultados dos indicadores de aprendizagem”, concluiu Damares Alves.
A relatora também defendeu o aprimoramento do Ideb. Para ela, o índice não deve ser “um fim em si mesmo”. “O Ideb deve refletir melhoria na qualidade da educação, deve ser uma consequência da melhora genuína da aprendizagem e do fluxo do estudante. Somente assim, o direito à educação será efetivamente usufruído por todas as crianças e adolescentes no Brasil”, argumentou.
Damares Alves salientou que a avaliação da política pública não pretendeu analisar a atuação de um governo específico. Ela lembrou que o PNE em vigor abrangeu os mandatos dos ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, além da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela citou como um problema constante ao longo dos últimos dez anos o financiamento da infraestrutura escolar.
“O desafio é o modelo de financiamento. Não apenas falta à União repassar recursos para a conclusão de obras em andamento e a retomada de obras paralisadas, como parte dos municípios não tem capacidade financeira para investir com sua contrapartida nessas obras. Não é avaliação de um governo, mas de um período. Em todo os governos, a gente encontrou exatamente essa realidade”, explicou.
“Holofote”
O presidente da CE, senador Flávio Arns (PSB-PR), disse que o relatório aprovado pela comissão deve ter consequências práticas. Ele sugeriu a realização de audiências públicas em 2024 para investigar por que algumas estratégias definidas para a meta 7 não foram integralmente cumpridas.
— Se colocarmos um holofote sobre por que não deu certo, teremos um desdobramento para o futuro. Não podemos ficar só discutindo. Queremos ter ações. A gente poderia ir pensando em audiências púbicas para termos resultados. Deu certo? Não deu certo? Onde deu certo? Por que não deu certo? O fato de não dar certo é um problema, mas seria um problema maior ainda se não nos detivéssemos sobre as razões pelas quais não deu certo. Para fazer com que dê certo na sequência — defendeu Arns.
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) destacou a importância de o Poder Legislativo acompanhar políticas públicas desenvolvidas pelo Executivo:
— Avaliar é algo importante. É como se fosse um controle de qualidade. Muitas vezes, não é mudar, mas sim cobrar a efetivação de verdade daquelas leis — disse.
Veja a seguir o status das 36 metas propostas para a meta 7 do PNE, segundo relatório aprovado pela CE.
ESTRATÉGIAS DA META 7
Realizadas
divulgar bienalmente os resultados pedagógicos dos indicadores do sistema nacional de avaliação da educação básica e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)
estabelecer diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos currículos para cada ano do ensino fundamental e médio
garantir transporte gratuito para todos os estudantes do campo na faixa etária da educação escolar obrigatória, com renovação e padronização integral da frota de veículos
promover regulação da oferta de educação básica pela iniciativa privada para garantir a qualidade e o cumprimento da função social da educação
executar planos de ações articuladas e cumprir metas de qualidade estabelecidas para a educação básica pública
apoiar técnica e financeiramente a gestão escolar mediante transferência direta de recursos financeiros à escola, garantindo a participação da comunidade escolar na aplicação dos recursos
ampliar programas e aprofundar ações de atendimento ao aluno em todas as etapas da educação básica
Parcialmente realizadas
constituir um conjunto nacional de indicadores de avaliação institucional, considerando as especificidades das modalidades de ensino
induzir processo contínuo de autoavaliação das escolas de educação básica com melhoria da qualidade educacional, formação continuada dos profissionais e aprimoramento da gestão
aprimorar instrumentos de avaliação para englobar o ensino de ciências nos anos finais do ensino fundamental e incorporar o Exame Nacional do Ensino Médio à educação básica
desenvolver indicadores específicos de avaliação da qualidade da educação especial, bem como da qualidade da educação bilíngue para surdos
orientar as políticas de redes e sistemas de ensino e diminuir a diferença entre as escolas com os menores índices e a média nacional
Estabelecer (a União, em colaboração com os entes federados) em dois anos parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica
estabelecer políticas de estímulo às escolas que melhorarem o desempenho no Ideb
assegurar a todas as escolas públicas de educação básica acesso a energia elétrica, água tratada e esgotamento sanitário, além de esporte, cultura, arte, laboratórios de ciências e acessibilidade
criar e manter programa nacional de reestruturação e aquisição de equipamentos para escolas públicas
incentivar e divulgar tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras para educação infantil e ensino fundamental e médio
universalizar, até o quinto ano de vigência do PNE, o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e triplicar até o final da década a relação computador/aluno
prover equipamentos e recursos tecnológicos digitais para a utilização pedagógica no ambiente escolar a todas as escolas públicas da educação básica
informatizar integralmente a gestão das escolas públicas, bem como manter programa nacional de formação inicial e continuada para o pessoal técnico das secretarias de educação
desenvolver pesquisas de modelos alternativos de atendimento escolar para a população do campo, que considerem as especificidades locais e as boas práticas nacionais e internacionais
garantir políticas de combate à violência na escola, inclusive pelo desenvolvimento de ações destinadas à capacitação de educadores para detecção dos sinais de suas causas
implementar políticas de inclusão e permanência na escola para adolescentes e jovens que se encontram em regime de liberdade assistida e em situação de rua
mobilizar as famílias e setores da sociedade civil para que a educação seja assumida como responsabilidade de todos
promover a formação de leitores e a capacitação de professores, bibliotecários e agentes da comunidade para atuar como mediadores da leitura
instituir programa nacional de formação de professores e alunos para promover uma política de preservação da memória nacional
garantir nos currículos escolares conteúdos sobre a história e as culturas afro-brasileira e indígenas e implementar ações educacionais
consolidar a educação escolar no campo de populações tradicionais e itinerantes e de comunidades indígenas e quilombolas, consideradas as práticas socioculturais
desenvolver currículos e propostas pedagógicas específicas para educação escolar para as escolas do campo e para as comunidades indígenas e quilombolas
associar a prestação de assistência técnica financeira à fixação de metas intermediárias, priorizando sistemas e redes de ensino com Ideb abaixo da média nacional
promover a articulação dos programas da área da educação com os de outras áreas, como saúde, trabalho e emprego, assistência social, esporte e cultura
universalizar o atendimento aos estudantes da rede escolar pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde
estabelecer ações efetivas especificamente voltadas para promoção, prevenção, atenção e atendimento à saúde e à integridade física, mental e emocional dos profissionais da educação
Não Realizadas
assegurar que no quinto ano de vigência do PNE pelo menos 70% dos alunos do ensino fundamental e médio tenham alcançado nível suficiente de aprendizado, e 50% o nível desejável
assegurar que no último ano de vigência do PNE todos os estudantes do ensino fundamental e médio tenham alcançado nível suficiente de aprendizado, e 80% o nível desejável
melhorar o desempenho dos alunos da educação básica nas avaliações da aprendizagem no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa)
fortalecer, com a colaboração técnica e financeira da União, os sistemas estaduais de avaliação da educação básica
Fonte: Agência Senado -Foto: Sidney Schmeiske Men/Wikipedia - Postado por Jornalista Artur Hugen
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.A Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba é uma ferrovia que liga as cidades de Paranaguá a Curitiba. Construída entre 1880 e 1885 por Antônio Ferrucci e João Teixeira Soares, possui 110 quilômetros de trilho, com 14 túneis, o maior com 457 metros de extensão, além de dez estações intermediárias e trinta pontes e viadutos. [1]A estrada encontra-se sob operação da Rumo Logística, com transporte diário de carga, e um trem turístico operado pela Serra Verde Express.