31 de julho de 2025
Eleições 2026

Luciano Zucco lidera pesquisa ao governo do Rio Grande do Sul, de acordo com a Brasmarket

Pesquisa Brasmarket aponta liderança de Luciano Zucco com 29,3% e consolida cenário polarizado no Rio Grande do Sul para 2026. O segundo colocado é o deputado estadual Edegar Pretto (PT), que soma 17,0%

Por Redação, com Assessorias – Edição: Artur Hugen
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Ex-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco, se beneficia de elevada visibilidade política e de um eleitorado ideologicamente identificado - Foto: Câmara dos Deputados-Divulgação

(Brasília-DF, 30/12/2025) A sucessão ao governo do Rio Grande do Sul indica um cenário cada vez mais definido e alinhado à lógica de polarização nacional, revela a última pesquisa eleitoral de 2025. A pesquisa realizada pela Brasmarket entre os dias 26, 27 e 29 de dezembro, com 1.800 entrevistas em 99 municípios gaúchos, mostra o deputado federal Luciano Zucco (PL) na liderança isolada da corrida ao Palácio Piratini.

No cenário estimulado (quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados), Zucco aparece com 29,3% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre o segundo colocado, deputado estadual Edegar Pretto (PT), que soma 17,0%. A diferença entre os dois supera a margem de erro da pesquisa, de 2,3 pontos percentuais, o que reforça a consistência da liderança do parlamentar do Partido Libertador.

Na sequência, surgem Juliana Brizola (PDT), com 11,0%, e o vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 6,0%. Os demais nomes testados aparecem com percentuais mais baixos: Covatti Filho (3,0%), Marcelo Maranata (1,5%) e Ernani Polo (0,8%).  Chama atenção os eleitores que não souberam ou preferiram não responder (25,8%), além dos votos brancos ou nulos (5,6%).

Consolidação da direita no encerramento de 2025

O volume de indecisos, mesmo sendo relevante, de acordo a própria série histórica apresentada pela pesquisa indica um movimento típico de aproximação do ano eleitoral: a redução gradual de brancos, nulos e indecisos, com migração preferencial para os polos ideológicos mais nítidos.

O desempenho de Luciano Zucco se destaca não apenas pelo percentual absoluto, mas pela qualidade e estabilidade do voto, fortemente associado ao campo conservador e à direita nacional.

Ex-líder da oposição na Câmara dos Deputados até poucos dias atrás, Zucco se beneficia de elevada visibilidade política e de um eleitorado ideologicamente identificado, o que tende a conferir maior resiliência ao seu desempenho neste estágio pré-eleitoral. Já Edegar Pretto consolida-se como o principal nome da esquerda no Estado, ocupando o papel de polo oposto natural, mas sem sinal, até o momento, de reversão da vantagem do líder.

 “Terceira via”

Os números também sugerem dificuldades para candidaturas que buscam se posicionar fora da polarização. Juliana Brizola e Gabriel Souza oscilam dentro da margem de erro e não demonstram, por ora, atração suficiente para romper o teto de crescimento observado nas últimas medições. O cenário desenhado ao fim de 2025 aponta, portanto, para uma disputa concentrada entre dois campos bem definidos, com baixa permeabilidade para alternativas intermediárias.

Ponto de partida

Com intervalo de confiança de 95%, amostragem robusta e abrangência estadual, a pesquisa da Brasmarket funciona como um marco de encerramento do pré-ciclo eleitoral e um retrato claro do ponto de partida rumo a 2026. O levantamento não antecipa resultados, mas sinaliza tendências: a liderança da direita, a centralidade de Luciano Zucco na disputa e a consolidação de um ambiente político fortemente polarizado no Rio Grande do Sul.

À medida que o calendário eleitoral avança, a expectativa é de que o debate se intensifique e que os atuais índices sirvam de referência para estratégias, alianças e reposicionamentos. Segundo os dados atualizados em números indicam que a corrida ao Palácio Piratini começa 2026 com um favorito claro e um cenário cada vez mais definido.

O Rio Grande do Sul entrou definitivamente na lógica da polarização nacional. Zucco lidera com voto ideológico puro. Pretto cresce como polo oposto natural, não como novidade. Não há espaço real, hoje, para “terceiras vias”.

No Senado, o jogo está praticamente delimitado por campo ideológico, não por performance local.

Na corrida ao Senado, Marcel van Hattem (NOVO) e Eduardo Leite (PSD) aparecem consolidados na liderança, com vantagem para van Hattem, cuja imagem está claramente associada à direita ideológica. Leite, por sua vez, mantém capacidade de trânsito entre centro-direita e centro-esquerda, operando como candidatura de perfil híbrido.

À esquerda, Manuela d’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) concentram o voto progressista, mas sem romper o teto do próprio campo ideológico até o momento.

(Da Redação, com Assessorias – Edição: Artur Hugen)

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