31 de julho de 2025
Exportações

No MAPA líderes do Agro firmam acordo para impulsionar exportações da Maçã catarinense

A fruta sai da origem certificada, chega rapidamente ao exterior. Ganho histórico para produtores, transportadores, exportadores e nossa economia”, afirma Antônio Pagani de Souza

Por Redação com Ag. São Joaquim Online – Edição: Artur Hugen
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São Joaquim, na serra catarinense é o maior polo produtor de maçãs de altitude do Brasil - Foto: Divulgação

(Brasília-DF, 23/01/2026) São Joaquim, na serra catarinense, é o maior polo produtor de maçãs de altitude no Brasil e, recentemente fechou acordo com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento para que as inspeções fitossanitárias do produto, antes realizada nos portos, passe a ser efetivada diretamente dentro das porteiras das áreas produtoras

A articulação estratégica que promete transformar o cenário da fruticultura em Santa Catarina, aconteceu entre líderes do agronegócio do estado que conseguiram, na reunião, no MAPA, permissão para que os produtores de maçã realizem os procedimentos fitossanitários nas propriedades.

Participaram do evento Antônio Marcos Pagani de Souza, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, José Zeferino Pedroso, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC), e Moisés Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), onde dialogaram com o superintendente de Exportações do Mapa, Francisco Powell, a viabilização das inspeções fitossanitárias diretamente na origem da produção.

O que muda

As exportações de maçã catarinense enfrentavam um gargalo logístico: as certificações fitossanitárias, análises que garantem a sanidade da fruta para mercados internacionais, eram realizadas exclusivamente nos portos. Isso forçava os produtores a transportar as maçãs por centenas de quilômetros até os terminais do Rio Grande do Sul ou Paraná, resultando em apenas 20% das exportações saindo pelos portos catarinenses. O novo acordo autoriza essas inspeções nos Packing Houses de Fraiburgo e São Joaquim, eliminando etapas desnecessárias.

O Governador Jorginho Mello, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, CIDASC e Epagri,  “defendeu tecnicamente o pleito desde a safra de 2024/2025, sendo uma das principais lutas do Governo do Estado em defesa da fruticultura catarinense”.

Redução de Custos

Agora com o acordo os containers param menos tempo nos portos, cortando despesas com armazenagem e demurrage (taxas por atraso), que podem chegar a milhares de reais por dia.

Mais qualidade

Com menos tempo em trânsito, as maçãs chegam ao destino mais frescas, reduzindo perdas por deterioração e atendendo exigências rigorosas de importadores europeus e asiáticos.

Agilidade

Os Exportadores catarinenses agora competem em igualdade com RS e PR, onde o modelo já funciona. Projeções indicam aumento de 50% nas exportações via portos locais, gerando mais receitas e empregos em São Joaquim e Fraiburgo.

Benefícios

Com a nova proposta mais divisas retidas no estado fortalecem a cadeia produtiva, beneficiando desde pomares familiares até grandes agroindústrias, com impacto estimado em R$ 100 milhões anuais em circulação local.

São Joaquim é maior polo de maçãs de altitude do Brasil e ganha protagonismo ainda maior, consolidando Santa Catarina como referência em qualidade e inovação agroexportadora

 

(Da Redação, com Ag. São Joaquim Online – Edição: Artur Hugen)