Lula trava acesso a mineração das Terras Raras e defende soberania da riqueza do Brasil
Brasil não será quintal tecnológico de ninguém. Quem quiser acesso às terras raras brasileiras vai ter que aceitar novas regras. De fornecedor barato ao controle tecnológico, defesa, transição energética e soberania
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(Brasília-DF, 03/02/2026) Muita gente finge não ver o que o presidente do Brasil já entendeu. A riqueza das Terras Raras. Não se trata só de minério, mas de poder: Quem controla esses recursos controla tecnologia, defesa, transição energética e, finalmente, soberania.
Quando Lula diz que “não faz sentido exportar matéria-prima bruta para depois comprar o produto acabado a preço de ouro, ele não está fazendo discurso ideológico. Está cortando, logo de início, o ciclo clássico de exploração que sempre manteve países ricos com recursos de países, eternamente pobres em decisão”.
A verdade incômoda é que o Brasil dispõe da segunda maior reserva de terras raras do planeta (17 elementos) e só perde para a China que ocupa a primeira posição. Isso, obviamente, desperta um apetite silencioso. Não é coincidência que Estados Unidos, União Europeia e China falem tanto em “parcerias”, “cooperação” e “investimentos”.
No dicionário da geopolítica, essas palavras, muitas vezes, significam acesso barato, controle indireto e dependência prolongada. Quando Lula “trava esse jogo e diz que só negocia se houver industrialização, transferência de tecnologia e geração de riqueza interna, ele não está sendo difícil. Está sendo perigoso para quem sempre levou vantagem”.
A parte que quase ninguém fala abertamente não é o conflito ambiental, é estratégico. O discurso verde “serve como vitrine, mas o que está em disputa é quem vai dominar baterias, chips, motores elétricos, armamentos e inteligência artificial nos próximos trinta anos. Lula sabe disso. Ele não fecha portas, mas também não se ajoelha”. Ele, “senta à mesa sabendo exatamente o valor do que tem na mão, algo que incomoda potências acostumadas a negociar com países desesperados, não com países conscientes”.
O que Luiz Inácio Lula da Silva está dizendo “é simples e explosivo ao mesmo tempo. “O Brasil não será quintal tecnológico de ninguém. Quem quiser acesso às terras raras brasileiras vai ter que aceitar uma nova regra do jogo, onde o país deixa de ser fornecedor barato e passa a ser ator central”, esclarece. É por isso que esse tema esquenta tanto. “Não é sobre minério. É sobre quem vai mandar no futuro”, conclui.
(Da Redação, com informações de Redes Sociais – Edição: Artur Hugen)