Governador prestigia 12ª Vindima de Altitude, destaca força do enoturismo e da produção de maçã na Serra Catarinense
A Vindima acontece entre 1º de março e 3 de maio e a Colheita da maçã se entenda até o mês de maio. A previsão é de que a produção da safra 2025/2026 chegue a mais de 600 mil toneladas na Serra Catarinense
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(Brasília-DF, 06/03/2026) A abertura oficial da 12ª Vindima de Altitude em São Joaquim, contou com a presença do governador Jorginho Mello, nesta quinta-feira (5), que prestigiou o início do período da colheita da uva e da maçã, na Serra Catarinense, reforçou a consolidação da região como um dos principais destinos do enoturismo e da maçã no Brasil.
A Vindima acontece entre 1º de março e 3 de maio. Sua realização é da Associação de Vinhos Finos de Altitude e Produtores Associados que reúne, atualmente 27 vinícolas. Destas, 22 participam ativamente da programação oficial deste ano, oferecendo experiências especiais aos visitantes em suas propriedades e no Vinho & Arte Festival, que integra o calendário da celebração na cidade.
Em seu pronunciamento, o governador destacou a importância do setor vitivinícola para a economia e para o fortalecimento do turismo catarinense. “A Serra Catarinense construiu uma identidade muito forte em torno dos vinhos de altitude. Eventos como a Vindima mostram o potencial da região, atraem visitantes, movimentam a economia e valorizam o trabalho dos produtores. Além disso temos a nossa goiaba serrana, as maçãs da melhor qualidade. É sempre uma alegria estar na nossa Serra com esse povo acolhedor”, afirmou Jorginho Mello.
A programação da vindima inclui ainda o Vinho & Arte Festival, realizado em dois finais de semana, de 5 a 7 e de 12 a 14 de março, reunindo vinícolas, gastronomia regional e apresentações culturais. O evento também contará com a participação de Indicações Geográficas (IGs) catarinenses, enaltecendo a identidade territorial e valorizando produtos de diferentes regiões do estado.
“Somos 27 associados e é uma satisfação a cada ano poder trazer nossos vinhos de qualidade. A nossa festa, a vindima começa hoje e serão mais seis dias onde o turista vai poder visitar nossas vinícolas e apreciar nossa variedade de vinhos de altitude. Preciso agradecer ao nosso governador por todo apoio para a nossa vindima. Esperamos que cada um que está aqui hoje possa aproveitar essa noite especial”, destacou o presidente da Associação Vinhos de Altitude, Diego Censi.
Colheita da Maçã
Após a abertura da Vindima, o governador também participou da Abertura Oficial da Colheita da Maçã, Safra Nacional 2026, realizada na Capital Nacional da Maçã São Joaquim, também conhecida como a cidade mais fria do Brasil. O evento é uma realização conjunta da Prefeitura de São Joaquim, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente; da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina (AMAP); do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Epagri; do Núcleo dos Técnicos Agrícolas de São Joaquim (NUTASJ); e da Associação Serrana de Engenheiros Agrônomos (ASSEA).
A pomicultura é um dos pilares do agronegócio da Serra Catarinense e vem se desenvolvendo no Brasil desde o final da década de 1960. Em Santa Catarina, esse processo ganhou impulso com a implantação, em 1968, do Projeto de Fruticultura de Clima Temperado (Profit), iniciativa do Governo do Estado. Desde então, o trabalho de pesquisa e extensão foi fortalecido por instituições que hoje integram a Epagri, promovendo avanços tecnológicos, assistência técnica e acesso ao crédito para produtores e empresas investirem na produção.
Outra ação muito importante para o setor foi o acordo de cooperação técnica com o Governo do Japão, por meio da Japan International Cooperation Agency (JICA), que permitiu o desenvolvimento de tecnologias e o intercâmbio técnico entre os dois países.
Para a safra 2025/2026, a projeção é de cerca de 600 mil toneladas de maçã produzidas em Santa Catarina. Somente a região de São Joaquim e da Serra Catarinense deve responder por aproximadamente 440 mil toneladas, consolidando-se como o principal polo produtor do estado e do Brasil. A atividade envolve mais de 2.200 produtores, com forte presença da agricultura familiar, em propriedades que possuem, em média, cerca de 5 hectares por família, e gera aproximadamente 50 mil empregos diretos e indiretos.
A região também é reconhecida internacionalmente pela produção da maçã Fuji da Região de São Joaquim (onde foi colhida o maior exemplar da fruta, registrada no Guinness Book) e que possui Indicação Geográfica na Denominação de Origem, fortalecendo a identidade e a qualidade da fruta produzida nos municípios de São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici e Painel.
Com a participação nos dois eventos, Jorginho Mello, reforçou a importância da Serra Catarinense para o desenvolvimento econômico do estado, unindo turismo, vitivinicultura e produção agrícola de excelência em uma das regiões mais tradicionais do agronegócio catarinense.
(Da Redação com informações da Secom-SC - Assessorias – Edição: Artur Hugen)