31 de julho de 2025
JORNADA DE TRABALHO

Redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1, volta a esclarecer, em plenário, o senador Paulo Paim

Paulo Paim citou pesquisa do Instituto Datafolha que indica que 71% dos brasileiros são favoráveis à diminuição do número de dias trabalhados por semana, sem redução de salário

Por Redação com Ag. Senado – Edição: Artur Hugen
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senador Paulo Paim (PT-RS), incansavelmente, luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, como qualidade de vida, direito ao descanso e equilíbrio entre produção e dignidade do trabalhador - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

(Brasília-DF, 17/03/2026) A ampliação do debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 (regime em que há seis dias de trabalho seguidos de um dia de folga), é defendida, incansavelmente, pelo senador Paulo Paim (PT-RS) em pronunciamento em plenário, nesta segunda-feira (16). Ele citou pesquisa do Instituto Datafolha que indica que 71% dos brasileiros são favoráveis à diminuição do número de dias trabalhados por semana, sem redução de salário.

‘O senador ressaltou que o tema envolve qualidade de vida, direito ao descanso e equilíbrio entre produção e dignidade do trabalhador’.

“A pesquisa do Datafolha revela outro dado importante: mesmo entre aqueles que trabalham seis ou sete dias por semana, 68% apoiam a redução da jornada. Ou seja, até mesmo quem vive na pele as jornadas mais duras reconhece que algo precisa mudar. Entre os que trabalham até cinco dias por semana, o apoio é ainda maior: 76%. Essas pessoas já aderiram à jornada 5x2, mas entendem que ela deve ser estendida a outros trabalhadores. Isso demonstra que não estamos diante de um tema ideológico ou partidário; estamos diante de uma demanda social crescente, disse. 

Paim lembrou que é autor da PEC 148-2015, proposta de emenda à Constituição que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas. A proposta já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) e aguarda votação no Plenário da Casa.

“A proposta que apresentamos dialoga com esta realidade: busca reduzir a jornada de trabalho, preserva os salários e fortalece, sim, a negociação coletiva, garantindo que os avanços ocorram com responsabilidade social e equilíbrio econômico. Não se trata de retirar direito de quem produz, muito pelo contrário, trata-se de valorizar o trabalho humano. Sempre digo que o trabalho não pode ser apenas um instrumento de sobrevivência” afirmou.

(Da Redação com Ag. Senado – Edição: Artur Hugen)