31 de julho de 2025
COMBUSTÍVEIS

Mais de 80% dos estados aderem ao subsídio do diesel importado

Medida prevê ajuda de R$ 1,20 por litro por até dois meses, necessária para reduzir os impactos causados pelos conflitos no Oriente Médio

Por Redação com Agências – Edição: Artur Hugen)
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Medida teve adesão de 80% de postos de todo o país. Entretanto o Ministério da Fazenda não divulgou os que ainda não foram incluídos pois o tema está em discussão - Foto: Marcello Casal Jr. – Agência Brasil - EBC

(Brasília-DF, 01/43/2026) A proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), teve a adesão de mais de 80% dos estados brasileiros.

A ação busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 80% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo.

A Fazenda não divulga oficialmente as unidades da Federação que não aderiram. A assessoria da pasta informou que não pode repassar as informações porque as conversas ainda não foram concluídas

Mais cedo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida provisória com subsídio sai ainda está semana. Embora a subvenção não exija o compromisso de todos os governadores, o ministro explicou as negociações para conseguir a adesão de todas as unidades da Federação contunuam.

Ainda de caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um sunsídio total de R$ 1.20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

Proporção

O comunicado estabelece que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A iniciativa terá duração limitada, com o objetivo de evitar impactos fiscais permanentes. A adesão é voluntária, conforme discutido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão deliberativo que reúne os secretários estaduais da área, acima do Comsefaz.

A proposta ainda estabelece que as cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

“A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo”, ressaltou a nota conjunta.

(Da Redação, com Agência Brasil – EBC – Edição: Artur Hugen)