31 de julho de 2025
colheita do pinhão

Temporada da colheita do pinhão em todo o Paraná começou na última semana

Calendário mais enxuto, determinado pelo Instituto Água e Terra (IAT), busca garantir a extração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da espécie e conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação do meio ambiente

Por Redação com AEN – Edição: Artur Hugen
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A temporada de colheita do Pinhão já está acontecendo em todo o estado do Paraná - Foto: Secom SC - DivulgaçãoGoverno de Santa Catarina

Brasília-DF, 19/04/2026) A temporada de colheita, transporte, comercialização e armazenamento do pinhão já está acontecendo em todo o estado do Paraná. A medida vale tanto para o consumo humano quanto para uso em sementeiras. Um calendário mais enxuto, já que até o ano passado o ciclo da semente tinha início em 1º de abril, iniciou oficialmente no último dia 15.

A mudança de data foi determinada pelo Instituto Água e Terra (IAT), que busca garantir a extração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da espécie e conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação do meio ambiente. 

O chefe da Divisão de Licenciamento de Fauna e Flora do Instituto, José Wilson de Carvalho, afirmou que “o adiamento causa impacto direto na saúde dos consumidores de um dos principais símbolos da culinária paranaense”. Em Castro, a IAT conclui detalhes da criação da 75º Unidade de Conservação do Paraná.

Carvalho disse ainda que “Já observamos casos de pessoas coletando pinhas que ainda estão verdes, com casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Essa prática é proibida, já que nesse estado elas são impróprias para o consumo, podendo favorecer a presença de fungos. Por isso estabelecemos essa nova data-limite”, afirma. “Indicamos sempre à população a compra de pinhas que já estão com um aspecto mais marrom-avermelhado, aquelas que caem naturalmente das árvores”.

“A alteração atende a Instrução Normativa 03/2026 e busca alinhar a legislação estadual ao regramento federal. A peça jurídica revoga a Portaria IAP nº 46, de 26 de março de 2015, e a Instrução Normativa nº 11/2025, passando a ser o principal instrumento de controle da exploração do pinhão no Paraná, unindo as práticas econômicas à preservação da Araucária, espécie-símbolo do Paraná e integrante do bioma Mata Atlântica”, esclareceu. A IAT fechou a trilha e estipulou multa de R$ 23 mil a responsável por acesso clandestino ao Pico Paraná.

A multa em caso de desobediência é de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos (ou fração equivalente), além da responsabilização por crime ambiental. A fiscalização durante toda a temporada de pinhão será feita por agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). 

As denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do IAT, aos escritórios regionais pelos telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304 e, ainda, à Polícia Ambiental (41) 3299-1350.

Economia

A cadeia produtiva do pinhão gera incremento econômico na vida de milhares de famílias paranaenses. A cultura movimentou R$ 25,7 milhões em 2024 (dado mais recente), de acordo com o Valor Bruto de Produção (VBP), aponta o levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab). Os municípios que mais se destacaram na produção foram Pinhão (17,5%), Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%).

(Da Redação com AEN – Edição: Artur Hugen)