31 de julho de 2025
OPINIÃO

Nessa brigalhada, perdemos nós!

É mais que certo que nossas autoridades, por armadilhas constitucionais, incompetência, covardia e efetiva vilania deixaram de enfrentar a criminalidade como deveria.

Por Genésio Araújo Jr
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Tem gente da política que pensa que a sociedade se resume uma briga de games eletrônicos Foto: World of Warchaft

(Brasília-DF) Estamos vivendo tantas guerras neste século 21, como a Guerra da Rússia-Ucrânia, a primeira neste século em plena Europa, ou a recente Guerra no Irã, que virou obrigatório ler ou reler “Da Guerra” de Otto von Clausewitz ou a “Arte da Guerra” de Sun Tzu

Enquanto um fala da guerra absoluta com aquela máxima de que a política é a continuação da guerra em tempos de paz, Sun Tzu imagina a guerra como alto que deveria ser resolvido sem conflito.

Esse episódio em que a família Bolsonaro comemora a decisão do Governo dos Estados Unidos por decidir incluir as facções brasileiras Comando Vermelho(CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC)  foi, a princípio, uma grande vitória na guerra política, pois de forma impactante ninguém está falando por hora da relação de amizade e negócios de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, além de obrigar o Governo Lula a ficar  contra a decisão da Casa Branca ao mesmo tempo dá combustível àquela retórica de que os petistas são amiguinhos dos bandidos.

Parece aquela grande bomba que muito barulho causa, muita poeira espalha, mas que gera um rescaldo com prejuízos que vão além do que se esperava.

É mais que certo que nossas autoridades, por armadilhas constitucionais, incompetência, covardia e efetiva vilania deixaram de enfrentar a criminalidade como deveria. Não podemos colocar a culpa na Constituição de 1988, pois antes disso o assunto era maltratado ao se criminalizar tudo, lembra da história de que “bandido bom é bandido morto’?

Os Estados Unidos com suas tecnologias econômicas e sociais, se assim se pode dizer, poderiam, e muito, nos ajudar a enfrentamos nossos bandidos de algo quilate que estão enfronhados em nossa sociedade, mas todos os especialistas que não estão tomados pela guerra total de Clausewitz estão tomados pelas máximas de Sun Tzu de que o melhor seria evitar o conflito.

A brigalhada político eleitoral entre os Bolsonaro e Lula vai se elevar no tom de que Lula é amigo de bandidos e os Bolsonaro são maus brasileiros entreguistas.  Ainda não se sabe como vai progredir isso, junto ao respeitável público pois as primeiras medições  nas redes sociais dizem que o assunto dominou a cena do final da semana passada com um quase empate entre os que apoiaram a decisão e os que foram contra. Uma coisa é certa, Flávio Bolsonaro saiu das cordas.

Ainda não se sabe como vai se inciar a semana. Já consta nos sistemas do Estados Unidos que no dia 5 de junho todos os que se relacionarem com o CV e o PCC poderão enfrentar sanções. O Brasil ainda não se livrou das tais sanções da secção 301 da Lei do Comércio dos EUA, editada em 1974, aplicadas no ano passado pelos Estados Unidos junto com o tal tarifaço parcialmente revisto.  Para bom entendedor meia palavra basta. Os Estados Unidos com esse conjunto de ações acabam influenciando nas eleições brasileiras.

Os Estados Unidos tem todo o direito de sob seu entendimento entender que nossas facções são terroristas, mas quem vai resolver esses problemas somos nós e não os Estados Unidos com qualquer tipo de medida que atinja nosso território e nossa gente aqui.

A partir do 5 de junho vamos ver o tamanho pratico da decisão sobre o conjunto de nossa sociedade e economia, em tempo de vida tão interligada. Uma coisa é certa, nossos bandidos de alta patente não vão sumir do mapa de uma hora para outro no dia 5 de junho!

Se preparem para dialogar entre a guerra total e a guerra que é vencida sem conflito!

 Por Genésio Araújo Jr, jornalista

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