O Brasil pode fazer igual ou com maior qualidade que a China, as mesmas coisas com a exploração e industrialização de minerais críticos ou estratégicos, diz Lula
Lula também afirma que o Brasil pode rivalizar com a China e manda recado a Trump
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(Brasília-DF, 13/07/2026) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última sexta-feira (10) que os minerais críticos podem representar um novo ciclo de desenvolvimento para o Brasil, garantindo soberania econômica, tecnológica e científica ao país. A declaração foi feita durante uma reunião do governo sobre a estratégia nacional para esse setor.
O momento mais marcante do discurso veio ao comentar a disputa global por minerais estratégicos, hoje dominada pela China. Lula enviou um recado direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump:
“Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil, porque nós vamos ser detentores de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz.”
O presidente defendeu que o Brasil deixe de ser apenas exportador de matéria-prima e passe a produzir tecnologia e produtos de maior valor agregado a partir de suas reservas minerais. Segundo ele, o país reúne condições para assumir posição de destaque em um mercado considerado estratégico para baterias, veículos elétricos, inteligência artificial, equipamentos eletrônicos e defesa.
Lula também criticou o que chamou de dependência histórica do Brasil em relação a outros países. Citou que a agricultura brasileira depende de fertilizantes russos, enquanto a China é hoje a principal compradora do minério de ferro nacional.
Durante a reunião, o presidente voltou a defender uma forte participação do Estado na inovação tecnológica e afirmou que a Petrobras deve ter papel importante no financiamento de novos projetos industriais.
O debate ocorre em um momento de crescente disputa entre Estados Unidos e China pelo controle da cadeia global de minerais críticos, considerados essenciais para a economia e para a segurança nacional das grandes potências.
(Da Redação com informações de Felipe Vieira, Assessorias e redes Sociais – Edição: Artur Hugen)