31 de julho de 2025
ECONÔMIA

Crescimento econômico após a pandemia em destaque pelo secretário do Tesouro Nacional

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Por Redação com Agência – Edição: Artur Hugen
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Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional, em fala aos senadores na Comissão Mista de Orçamento - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

(Brasília-DF, 13/07/2026) Em Audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO), parlamentares ouviram do secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, realizada na última semana (8), que o Brasil tem mostrado resiliência econômica após a pandemia de Covid-19. Um dos indicadores disso seria o crescimento econômico.

“O país tinha uma média de 1,4% ao ano em períodos anteriores e, agora, está com uma média de 3% ao ano de crescimento, o que corrobora essa resiliência” afirmou.

O secretário esteve na comissão para cumprir dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal que exigem explicações periódicas do Executivo sobre as metas fiscais e a dívida pública.

Daniel Leal informou que “as metas fiscais programadas para os próximos anos serão suficientes para reduzir a dívida a partir de 2029; No primeiro quadrimestre deste ano, segundo o secretário, o governo central teve um superávit. que são receitas de impostos maiores que despesas primárias, de R$ 9 bilhões. Já as empresas estatais tiveram déficit de R$ 6,5 bilhões”.

A meta anual é de superávit de R$ 34,3 bilhões. Por causa dos juros altos, porém, a dívida líquida subiu de 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2025 para 66,8% em março de 2026.

Juros altos

Para o deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), “os juros altos tornam a manutenção das reservas em dólar do país muito custosa. Isso porque elas rendem bem menos que o custo da dívida interna”.

“O FMI [Fundo Monetário Internacional] diz que você só precisa ter 80% dos seus contratos cambiais. Se isso fosse verdade, o Brasil deveria ter, no máximo, US$ 240 bilhões em reserva cambial”, enfatizou.

O Brasil tem, atualmente, US$ 367 bilhões em reservas cambiais.

(Da Redação com Agência Senado – Edição: Artur Hugen)