Ministro Ricardo Lewandowski: líder da Oposição faz convocação para que compareça à Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados
A Oposição também reforçou que seguirá atuando para aprovar o projeto que equipara as facções criminosas a organizações terroristas, um passo fundamental para endurecer o enfrentamento ao crime organizado no país
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(Brasília-DF, 29/10/2025) O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, foi convocado para que compareça à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e preste esclarecimentos sobre a ausência do governo federal na megaoperação realizada no Rio de Janeiro contra a facção Comando Vermelho. O requerimento foi protocolado, nesta quarta-feira (29), pelo líder da Oposição na Câmara dos Deputados, deputado federal Zucco (PL-RS).
“O que aconteceu no Rio de Janeiro não foi apenas uma operação policial, foi uma guerra. E o governo federal se omitiu. O ministro Lewandowski precisa explicar por que a Polícia Federal ficou de fora e por que o governo Lula recusou, por três vezes, o pedido do governador Cláudio Castro para uso das Forças Armadas no apoio à segurança pública. Isso é gravíssimo”, alfinetou Zucco.
Para Zucco, “a convocação é necessária para esclarecer se houve motivação política ou ideológica na decisão de negar apoio federal a uma das operações mais importantes já realizadas no estado”, disse.
“Não é aceitável que divergências partidárias se sobreponham ao dever de proteger vidas. A Polícia Federal tinha conhecimento da operação, mas optou por não participar. Enquanto isso, policiais estaduais enfrentaram sozinhos criminosos fortemente armados, com granadas e fuzis de guerra. Onde estava o governo federal?”, questionou.
Zucco disse que o “episódio revela o completo abandono da política de segurança nacional por parte do governo Lula, que insiste em tratar facções criminosas como vítimas da sociedade”.
“O país precisa de um governo que combata o crime, não que o relativize. A ausência da União é um recado perigoso: passa a impressão de que o governo prefere proteger o discurso ideológico de aliados e movimentos radicais a garantir a segurança dos brasileiros. O Rio pediu ajuda e o governo virou as costas".
O parlamentar gaúcho enfatizou que “o requerimento busca restabelecer o princípio de cooperação federativa e garantir que o Ministério da Justiça não repita a omissão em futuras ações de combate ao crime organizado”.
“A segurança pública não pode ser instrumento de disputa política. A omissão do governo federal diante do apelo do governador Cláudio Castro expõe um desprezo com a vida de policiais e civis. O ministro Lewandowski deve explicações urgentes ao Parlamento e à sociedade”, destaca. O deputado solicitou urgência na votação do requerimento.
“A Oposição também reforçou que seguirá atuando para aprovar o projeto que equipara as facções criminosas a organizações terroristas, um passo fundamental para endurecer o enfrentamento ao crime organizado no país. Segundo Zucco, enquanto o governo tenta maquiar a insegurança com propaganda, o Congresso precisa oferecer respostas concretas à população”, consta do requerimento.
“Quem coloca barricadas para delimitar territórios, opera um estado paralelo e aterroriza comunidades precisa ser tratado como terrorista. É hora de acabar com a impunidade das facções e das milícias. O Brasil não pode mais ser refém do medo nem da leniência ideológica de um governo que fecha os olhos para o crime”, lembrou o líder da Oposição.
O deputado ainda “criticou duramente a chamada PEC da Segurança, apresentada pelo governo, classificando-a como um grave retrocesso institucional. Para ele, o texto é uma tentativa de centralizar o controle das polícias em Brasília, reduzindo a autonomia dos estados e abrindo espaço para uso político das forças federais”.
“Essa PEC não combate o crime, ela combate a autonomia dos estados. É uma manobra política para dar mais poder ao Planalto e transformar a Polícia Federal e a PRF em instrumentos de controle. O governo quer comandar as polícias, não fortalecer a segurança. O Brasil precisa de integração técnica, não de submissão política”, concluiu Zucco.
(Da Redação, com Assessorias – Edição: Artur Hugen)