31 de julho de 2025
atualidade

Controlar fogo e a Inteligência Artificial

Abdon Barretto Filho é economista pós-graduado em Comunicação Social, especializado em turismo

Por Bancada Sulista com Abdon Barreto Filho – Edição: Artur Hugen
Publicado em
Abdon Barretto Filho apresenta o PodCast 1estinos RS na TV Minuano,às 10 e 22 horas, Canal 525 da Claro TV,site oficial www.tvminuano.com.br e o programa 'Pelos Caminho do Rio Grande' na Rádio Gramado On-Lin - Foto: Arquivo Pessoal - Divulgação

(Brasília-DF, 24/04/2026) Nos estudos das Ciências Econômicas, aprende-se que as necessidades humanas são ilimitadas e os fatores de produção (terra, capital e trabalho) são limitados.

O Ser Humano quanto mais tem, mais quer.


A capacidade de buscar alternativas para viver melhor e do exercício do poder influenciam as decisões humanas.

 

Desde os primórdios da humanidade, o domínio da tecnologia esteve diretamente ligado à sobrevivência e ao progresso humano.


No filme A Guerra do Fogo (ficção,Jean-Jacques Annaud, França, 1982) que se passa na Europa durante o período Paleolítico, aproximadamente 80.000 anos atrás, ilustra os desafios de sobreviver.


A trama retrata a luta de hominídeos primitivos pela sobrevivência e o domínio do fogo, enfrentando a natureza selvagem e tribos rivais.


Observa-se um momento crucial dessa trajetória: o controle do fogo. Homens sobreviviam dependendo de ter sua posse e como ninguém sabia como produzi-lo, o fogo era um grande mistério.

 

Mais do que uma descoberta, o fogo representou poder — aquecer, cozinhar, proteger-se e transformar o ambiente.


No entanto, sua utilidade dependia do controle.

 

Sem ele, o fogo poderia destruir tanto quanto salvar.


Esse é, talvez, o primeiro grande exemplo da necessidade humana de dominar aquilo que cria.


 

Ao longo da evolução humana, novas tecnologias surgiram e ampliaram exponencialmente as capacidades civilizatórias.


 

A pólvora revolucionou guerras; as caravelas permitiram a expansão marítima e o encontro entre continentes; a máquina a vapor impulsionou a Revolução Industrial; a locomotiva encurtou distâncias; o automóvel transformou cidades; o avião aproximou nações; as naves espaciais levaram o ser humano além da Terra.


Cada invenção trouxe benefícios, mas também riscos.


A energia nuclear ilustra claramente essa dualidade: pode gerar eletricidade limpa, mas também causar destruição em massa.

 

A internet, por sua vez, conecta bilhões de pessoas, democratiza o conhecimento e impulsiona a economia, incluindo o desenvolvimento dos destinos turísticos, mas também facilita a desinformação, crimes digitais e manipulação social.

 

Agora, a Inteligência Artificial surge como uma das mais poderosas tecnologias já criadas, capaz de aprender, decidir e até criar.

 

Diante desse cenário, torna-se evidente que nenhuma tecnologia é, por si só, boa ou má — tudo depende do uso humano.

 

Criar é apenas o primeiro passo.

 

Controlar e adaptar são desafios permanentes.


Sem controle ético, técnico e social, o avanço tecnológico pode levar a consequências imprevisíveis, incluindo riscos à própria sobrevivência da humanidade.

 

A Inteligência Artificial, em especial, exige atenção redobrada.


Com potencial para transformar todas as áreas da vida, ela levanta questões sobre autonomia, responsabilidade e limites.


Compreendê-la não é mais opcional, mas essencial.


O ser humano precisa garantir que essa tecnologia permaneça alinhada aos seus valores e interesses coletivos.


A resposta dependerá das escolhas feitas hoje.

 

O futuro tecnológico da humanidade não está apenas nas novas tecnologias, mas, sobretudo, nas mãos de quem as desenvolve e utiliza.

 

Será?

 

Respeitam-se todas as opiniões contrárias.


São reflexões.


Podem ser úteis.


Pensem nisso.

 

Pensem nisso.

 

(Da Redação – Artigo de Abdon Barretto Filho – Edição: Artur Hugen)