31 de julho de 2025
CPI

Alcolumbre anuncia instalação da CPI do Crime Organizado para terça-feira (4)

Segundo o presidente do Senado, “é hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”

Por Redação, com Assessorias – Edição: Artur Hugen)
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Para Davi, 'é hora de enfrentar o crime organizado com a união de todas as instituições do Estado brasileiro' - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

(Brasília-DF, 30/10/2025) A CPI do Crime Organizado será instalada na terça-feira (4), anunciou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A decisão foi tomada em entendimento com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), proponente da comissão.

Davi, através de suas redes sociais lembrou que a “CPI vai apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções”. Na visão do presidente, “é hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”.

Após a operação das Polícias Militar e Civil nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na terça-feira (28), Davi tomou a decisão de “enfrentamento de grupos do crime organizado. O governo do estado informou mais de 100 prisões e algo em torno de 121 mortos na operação.

PEC da Segurança

O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), fez críticas ao governo federal, que, “não teria atendido pedidos do governo do Rio de Janeiro para a operação”. O senador entende que, não é a PEC 18-2025 da Segurança que vai resolver o problema, pois a proposta daria uma espécie de domínio para o governo federal. O projeto foi entre ao Congresso Nacional em abril e aguarda votação pela Câmara dos Deputados.

O presidente Lula tem “uma visão bizarra” sobre segurança pública que “tem muito mais a ver com a proteção aos criminosos” e com "o desprezo pelos direitos da sociedade brasileira", disse Rogério Marinho.

“O que está acontecendo no Rio de Janeiro é uma ponta de iceberg. Nós lamentamos a letalidade, que morram tantas pessoas. Mas você imaginar que vai imaginar que vai chegar em territórios faccionados para prender líderes, não vai acontecer”, alfinetou Marinho.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) “criticou o que chamou de falta de política de Estado e entende ser difícil que a PEC da Segurança Pública seja aprovada da forma como foi enviada pelo governo, pois o que ‘o governo quer é criar uma polícia deles’. “A gente precisa tomar muito cuidado. O tráfico está tomando conta por falta de política pública”, declarou.  

Terror

Já a senadora Teresa Leitão (PT-PE) afirmou que “a operação policial no Rio de Janeiro, é a mais letal da história e mostra a necessidade de aprovação urgente da PEC da Segurança”. Por meio de rede social, Tereza enfatizou que “trabalhadoras e trabalhadores que moram nas favelas vivem aterrorizados com o crime organizado e a atuação das milícias”.  Na opinião da senadora, “garantir a vida e a segurança deve ser interesse de todos. A morte e o terror jamais devem ser banalizados”.

Também usou rede social o senador Humberto Costa (PT-PE), para dizer que “a população do Rio não pode ser refém de um terror que se disfarça de ‘combate ao crime’. Para o senador, “enquanto a segurança colapsa, o governo estadual se esconde em discursos políticos, falhando mais uma vez com quem mais precisa de proteção”.

(Da Redação, com Ag. Senado – Assessorias – Edição: Artur Hugen)