Leis mais duras no combate ao feminicídio, destaca Hugo Motta em fala durante lançamento do Pacto Nacional firmado entre os três Poderes
Presidente da Câmara participou do lançamento do Pacto Nacional voltado à redução dos crimes de feminicídio
Publicado em
(Brasília-DF, 05/02/2026) O endurecimento das leis para o enfrentamento ao feminicídio e da violência contra as mulheres no Brasil, foi destacado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta quinta-feira (5).
A cerimônia no Palácio do Planalto, reuniu autoridades dos três Poderes para a assinatura de um Pacto Nacional voltado à redução desses crimes.
Uma vigilância coordenada e permanente entre os três Poderes tem a proposta de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. Uma campanha orientada pelo conceito Todos Juntos por Todas, convoca toda a sociedade a assumir papel ativo no enfrentamento à violência.
Hugo Motta afirmou que “o combate ao feminicídio exige respostas mais firmes do Estado. Para Motta, haverá o ‘endurecimento das nossas leis’ e pela atuação conjunta da União, Estados e Municípios, com participação das forças de segurança e punição imediata dos agressores.
Motta enumerou que “dados recentes sobre a violência desse gênero no país, lembrando que o Brasil encerrou 2025 com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. É inconcebível que nós permitamos que esses números continuem acontecendo”.
O presidente da Câmara dos Deputados falou da importância do Pacto assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos presidentes do Senado e do Judiciário. Ele entende que “a iniciativa demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade institucional e não pode ser adiada”.
Motta também enfatizou o papel do Congresso Nacional que deve estar preparado para agir. “Dentro do Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nós estaremos prontos para agir juntamente com o Poder Judiciário nas respostas que não podem mais esperar”.
Hugo Motta disse ainda que “experiências estaduais, como a da Paraíba, que implantou a primeira Sala Lilás do país e desenvolveu programas de conscientização nas escolas públicas para prevenir a violência contra a mulher”.
E, concluiu afirmando: “Conte com a nossa prioridade nessa agenda e com certeza nas respostas duras, mas necessárias, que precisam ser dadas para mudarmos essa realidade”.