Sistema de pagamentos entre os países do BRICS vai usar um PIX Internacional e menos dependência do uso do dólar
O projeto ganha visibilidade pois nasce inspirado no PIX brasileiro (APP com tecnologia blockchain), que já provou, na prática, que pagamentos instantâneos podem funcionar em larga escala
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(Brasília-DF, 26/02/2026) O chamado Brics Pay já é realidade e virou estrutura concreta. Não se trata de ‘moeda única’ do bloco como se imagina, mas um sistema de pagamentos que conecta os países do Brics para que realizem suas negociações entre sí usando suas próprias moedas.
Significa menos dependência do dólar nas transações internas e mais autonomia para economias que representam uma fatia gigantesca da população e do livre comércio mundial. O projeto ganha visibilidade pois nasce inspirado no PIX brasileiro, que já provou, na prática, que pagamentos instantâneos podem funcionar em larga escala.
O Brics Pay usa tecnologia blockchain e promete processar milhares de transações por segundo, conectando bancos centrais e instituições financeiras dos países membros. A modalidade transacional do PIX é simples e estratégica: real, yuan, rúpia e outras moedas podem circular diretamente entre os parceiros, sem precisar passar pelo dólar como intermediário obrigatório.
Dois nomes se posicionam no centro das ações. Lula, no plano político, sustenta a narrativa de que o Sul Global precisa mudar a lógica da economia mundial e negociar em condições mais equilibradas. Dilma Rousseff, à frente do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, dá base institucional ao projeto, organizando essa engrenagem financeira dentro do próprio bloco. Um articula, a outra estrutura.
Com a expansão do Brics e a entrada de novos membros relevantes em energia e comércio, o sistema ganha ainda mais sentido. Não é um movimento explosivo de curto prazo, mas uma construção gradual que pode alterar a dinâmica das transações internacionais ao longo dos próximos anos. O Brics Pay não é discurso. É infraestrutura. E infraestrutura, quando funciona, redefine poder.
(Da Redação, com Redes Socias e Assessorias – Edição: Artur Hugen)