31 de julho de 2025
MERCADOS

Segundo Bloomberg, o Real do Brasil foi a moeda que mais se valorizou entre todas da América Latina e de todos os mercados emergentes neste momento de “incerteza”

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Por BANCADA SULISTA/POLITICA REAL COM AGÊNCIAS
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Notas de real que ninguém vê mas se destaca no ranking das moedas - Foto: Arquivo da Bancada Sulista/Política Real

Com agências

(Brasília-DF, 02/05/2026) Nessa semana que se encerra um dos destaques da cena econômica foi o relatório divulgado pela Bloomberg, antes do feriado no dia 30 de abril, que quatro moedas latino-americanas estão entre as mais fortes no ranking global de moedas de mercados emergentes até o momento. O Real do Brasil é o grande destaque.

Segundo o relatório, essas moedas latino-americanas receberam um impulso da recuperação da produção de commodities e dos altos diferenciais de juros, que convergem "em um ambiente onde o dólar permanece sem uma tendência clara" devido às "tensões decorrentes do conflito no Oriente Médio, aos efeitos intermitentes dos cessar-fogos" com o Irã e à "incerteza sobre sua sustentabilidade".

Essa situação geopolítica e militar fez com que o mercado global mudasse seu foco para ativos de mercados emergentes, com um fluxo maior para a América Latina, "onde várias economias ganharam força relativa, ainda mais impulsionadas pela recuperação do petróleo e de outras commodities que fortalecem sua renda externa e suas moedas", explica a Bloomberg.

O real brasileiro lidera a lista das moedas mais fortes da América Latina, também no topo do ranking de moedas de mercados emergentes. Seu desempenho é sustentado por uma combinação de termos de troca favoráveis, como altas taxas de juros reais e menor volatilidade global, o que levou o Brasil a acumular uma valorização de quase 9,57% durante 2016, alcançada em paralelo com a recuperação dos preços do petróleo.

A segunda moeda com melhor desempenho é o peso argentino, com uma valorização de 4,33%, número que o coloca em quarto lugar globalmente entre as moedas de mercados emergentes, atrás do rublo russo (5,29%) e do florim húngaro (4,67%).

Andrés Cardona, analista do Citi, disse à Bloomberg que a moeda argentina alcançou esse desempenho graças a uma "dinâmica" em que "absorve a demanda oficial por dólares" e dentro do contexto do "programa de acumulação" do banco central, que "está progredindo rapidamente" e incorpora "preços altos das commodities e uma balança comercial favorável".

Os países que completam as quatro principais moedas

Segundo o relatório, os dois países latino-americanos que completam as quatro moedas regionais mais fortes são Colômbia e México.

No caso do peso colombiano, a quinta moeda de mercado emergente com melhor desempenho, impulsionada pela alta do preço do petróleo e por fatores internos que aumentaram a oferta de moeda estrangeira, um elemento importante também entra em jogo: a temporada de declaração do imposto de renda corporativo.

Esse fenômeno, nas últimas semanas, "aumentou a entrada de dólares pelas empresas, em um período que representa entre 7% e 7,5% da receita tributária anual, enquanto as transações de dívida pressionam a demanda por moeda estrangeira", explica a Bloomberg.

A quarta moeda latino-americana e a sexta globalmente é o peso mexicano, cuja força é impulsionada principalmente por "fatores externos" que são "sustentados por fundamentos locais relativamente sólidos", como o diferencial de juros.

Isso é explicado por Janneth Quiroz, analista da Monex, citada pelo veículo de comunicação mencionado, que também destaca que esse comportamento ocorre "em um contexto em que o ajuste nas expectativas em relação à política monetária dos EUA enfraqueceu o dólar".

Segundo a Bloomberg, a atual liderança da América Latina em termos de força e sustentabilidade cambial "dependerá da evolução dos preços do petróleo, das taxas de juros dos EUA e da estabilidade política local — fatores que poderão redefinir os fluxos de capital para a região nos próximos meses".

(Da redação com informações da RT News - Edição: Bancada Sulista/Política Real)