Mercados globais em estabilidade e no Brasil destaque para divulgação da Ata do Copom
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(Brasília-DF, 05/05/2026) O Bancada Sulista/Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil destaque é a ata do Copom, que deverá trazer pistas sobre o ritmo e a extensão do ciclo de cortes de juros.
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam estáveis (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), após a correção relevante da véspera, refletindo o aumento do risco geopolítico após ataques com drones e mísseis envolvendo os Emirados Árabes Unidos. No pano de fundo, o conflito no Estreito de Ormuz voltou a se intensificar, com relatos de confrontos diretos entre forças americanas e iranianas, elevando a incerteza sobre o fluxo global de energia.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%), apesar dos últimos desdobramentos do conflito e seus potenciais impactos macro. O ambiente segue pressionado pela possibilidade de prolongamento da guerra, com riscos de recessão global via choque de energia. No corporativo, destaque para Vodafone (+1,4%), após anunciar a aquisição total de sua joint venture no Reino Unido. Por outro lado, HSBC decepcionou levemente no resultado trimestral.
Na Ásia, o desempenho foi negativo, com mercados reagindo à deterioração do cenário geopolítico e à volatilidade do petróleo. As bolsas operaram em queda, enquanto Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados. O quadro geral permanece de um mercado sustentado por fundamentos, especialmente lucros corporativos e AI, mas cada vez mais sensível a choques geopolíticos, com episódios de aversão a risco gerando correções táticas no curto prazo.
IBOVESPA -0,92% | 185.600 Pontos. CÂMBIO -0,60% | 4,95/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,9%, aos 185.600 pontos. O movimento refletiu a piora do apetite global por risco, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio após o Irã atacar os Emirados Árabes Unidos pela primeira vez desde o início da trégua.
Prio (PRIO3, +5,7%) foi o principal destaque de alta, impulsionada pela divulgação de dados de produção e pela alta do preço do petróleo. Cyrela (CYRE3, -5,0%) liderou as perdas, em meio a preocupações com o aumento dos custos de construção civil.
Para o pregão de terça-feira, foco para a ata do Copom e uma série de resultados do 1T26.
Renda Fixa
Os juros futuros subiram nesta segunda-feira, com Treasuries e DIs reagindo à escalada de tensões no Oriente Médio, à disparada do petróleo e ao ajuste nas expectativas para a trajetória de juros do Federal Reserve. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,95% (+7 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,44% (+6 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 5,02% (+4 bps). No Brasil, a curva de DIs ganhou forte inclinação, com maior abertura nos vértices longos em meio ao choque de petróleo e à piora das expectativas de inflação doméstica: o DI jan/27 fechou em 14,21% (+6 bps), o DI jan/29 em 13,85% (+14 bps) e o DI jan/31 em 13,86% (+12 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda‑feira em queda de 0,67%, aos 3.903,53 pontos, refletindo a piora do apetite global por risco em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, permanecendo abaixo da máxima de 52 semanas, de 3.944,38 pontos. O segmento de Recebíveis recuou 0,91%, com apenas 16% dos fundos em alta — o pior índice de aproveitamento do segmento nos pregões recentes. Os FIIs de Tijolo apresentaram desempenho relativamente melhor, com queda de 0,49%: Shoppings e Ativos Logísticos fecharam próximos da estabilidade, com recuos de 0,06% e 0,10%, respectivamente, enquanto Lajes Corporativas cederam 0,76%. Os fundos Híbridos recuaram 0,71%, Multiestratégia registrou a maior queda proporcional, de 1,51%, e os Fundos de Fundos caíram 0,90%. Na ponta positiva, o AZPL11 liderou os ganhos, com alta de 1,4%, seguido por PVBI11 e CYCR11, ambos com avanço de 1,0%. Entre as maiores quedas, o TGAR11 recuou 5,7% e o VGHF11 cedeu 5,6%. O principal destaque negativo do pregão foi o CACR11, que desabou 42,2% após anunciar a não distribuição de dividendos referentes ao mês de abril.
Economia
O conflito no Oriente Médio voltou a escalar, com o Irã atacando instalações dos Emirados Árabes Unidos após os Estados Unidos lançarem a operação “Project Freedom” para escoltar embarcações presas no Estreito de Ormuz. O Brent chegou a US$ 114 por barril, alta de 5% na sessão, com o mercado cético quanto à capacidade da operação de desobstruir a rota de forma duradoura. A OPEC+ aprovou uma elevação simbólica de cotas de 188 mil bpd para junho, em sua primeira reunião sem os Emirados Árabes Unidos, que deixaram o grupo em 1º de maio.
No Brasil, o Boletim Focus registrou a oitava alta consecutiva na projeção do IPCA de 2026, que passou de 4,86% para 4,89% — ante 4,36% há quatro semanas. O governo lançou o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas com descontos de até 90%.
Na agenda do dia, o destaque é a ata do Copom, que deverá trazer pistas sobre o ritmo e a extensão do ciclo de cortes de juros. No exterior, atenções voltadas para o ISM de Serviços dos EUA e para os PMIs de serviços da China e do Brasil.
(Da Redação com informações de agências. Edição: Bancada Sulista/Política Real)