O que virá depois do “intervalo para os comerciais”?
É fundamental explicar que as ideias do PT são velhas e não que Lula é velho.
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(Brasília-DF) Falamos tanto em guerra nesse idos, que lembrar Napoleão Bonaparte e seu fascínio por mapas se faz apropriado. Ele dominou a Europa por 10 anos não só por ser destemido, guerreiro, líder, motivador, inteligentíssimo, mas porque dominava os mapas e cartografia.
Desde muito se diz que aqueles que não sabem sobre o caminho nunca vão chegar.
Tenho dito que se as eleições já estão em curso e teremos um “intervalo para os comerciais” a partir da Copa do Mundo de 2026. Se faz necessário esclarecimentos.
A Copa começa nesta semana, na quinta-feira, 11 de junho, mas a Seleção Brasileiro só entra em campo no sábado 13 de junho. O Brasil chegou humilde nos Estados Unidos, no entanto já se pode dizer que não seremos azarões. Tudo indica que até 5 de julho, quando começa as oitavas de final, o país ficará tomado pela paixão.
Sobre política, já destaquei que é fundamental aos políticos, que buscam disputas majoritárias, especialmente, à Presidência da República passem esse período com algum controle para voltarem para o tempo das convenções partidárias, que começam no terceiro decêndio de julho, com mais poder que problemas.
Pelo que se vê, especialmente com as falas sobre soberania e os efeitos da indicação de tarifaço dos Estados Unidos sobre o comércio com o Brasil, assim como a defesa do pix, está atrapalhando a pré-candidatura do senado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), algo que ficará mais nítido com as pesquisas eleitorais que serão divulgadas. É forçoso imaginar que ele terá que se preparar, e muito, para as dificuldades.
As delações sobre o Banco Master poderão vazar durante esses dias de Copa do Mundo, e deverão! Isso poderá ajudar e atrapalhar as candidaturas presidenciais. Hoje, o Banco Master está colo do bolsonarismo, mas nada garante que novas delações não possam colocar o INSS no colo do PT e de Lula.
Escândalos 2.0 não podem ser desprezados. Tendo-se como parâmetro que a Copa vai iniciar com o bolsonarismo sob intenso escrutínio, é necessário que a pecha de amadores e entreguistas seja enfrentada olhando no fundo dos olhos do bicho.
O Partido Liberal precisa ir além do Bolsonarismo, se isso é possível. Apresentar à sociedade uma proposta que vá além de ser o propósito de uma família. E os outros também!
Se o PT é uma sanha que tem projeto de poder sem fim cabe ao PL moldar um projeto verossímil.
É fundamental explicar que as ideias do PT são velhas e não que Lula é velho. Estudos apontam um aumento do eleitorado com mais de 60, com um crescimento acima do visto entre os jovens.
Em 2022, o bolsonarismo reclamou que artistas trabalharam para eleitores jovens se habilitarem àquelas eleições. Hoje, se sabe do aumento de idosos credenciados a se manterem eleitores, em fase de avanço do Benefício de Previdência Continuada(BPC).
O PL precisa dizer que é o novo sem parecer que é contra o “velho” que está na presidência. Mesmo que os novos idosos não gostem de Lula, não vão receber bem a crítica de que seus anos a mais são obstáculo a serem cidadãos ativos e responsáveis.
Uma coisa é certa, depois do “intervalo para os comerciais” vai se ter que vir com algo novo para falar!
Por Genésio Araújo Jr, jornalista
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