Senador catarinense quer negocição em vez de PEC que acaba com escala 6x1
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(Brasília-DF, 01/09/2026) O senador Hermes Klann (PL-SC), ao falar em Plenário nesta segunda-feira (31), criticou duas matérias em análise na Casa: a PEC 221, de 2019, que acaba com a escala de trabalho conhecida como 6x1, e a MP 1.3572026, que deu fim à chamada “taxa das blusinhas”.
Ao tratar da PEC 221/2019, ele disse ser favorável a mais tempo de descanso para o trabalhador, mas argumentou que mudanças na jornada de trabalho devem ser definidas por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores — em vez de serem determinadas por lei.
“Sou contra transformar uma discussão legítima em uma solução única. Acredito na liberdade de escolha, no diálogo e na negociação entre as partes. Trabalhadores e empregadores precisam ter voz. Cada setor tem uma realidade, e o que funciona para uma indústria pode não funcionar para um restaurante. Não existe uma jornada igualmente adequada para todas as atividades. Por isso, defendo a negociação coletiva”, disse.
O senador também enfatizou que a redução da jornada pode aumentar o custo da hora trabalhada e, assim, elevar os custos de produção, levando à redução dos investimentos e ao aumento de preços em alguns setores. Esse cenário, salientou, pode prejudicar o poder de compra dos trabalhadores.
Sobre a MP 1.357/2026 (medida provisória que "zerou" o Imposto de Importação para compras de até US$ 50), ele observou que “a discussão sobre a matéria deve considerar os efeitos sobre comerciantes, indústrias e empregos no país”.
“Não quero proteger o empresário brasileiro da concorrência. Quero proteger o empresário brasileiro da concorrência desleal. Não podemos olhar apenas para o preço da blusinha. Precisamos olhar para o emprego que existe atrás da blusinha”, concui.
(Da Redação com Agência Senado – Edição: Artur Hugen)