31 de julho de 2025
CRIME ORGANIZADO

Mauro Vieira é convocado para falar na Câmara sobre atuação do Brasil no enfrentamento as facções criminosas e dê explicações sobre possível intervenção dos EUA no Brasil

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Por Redação com informações de assessoria. Edição: Política Real/Bancada Sulista
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Mauro Vieira - Foto: arquivo da Política

(Brasília-DF, 09/07/2026) Nesta quarta-feira (8), a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, por ampla maioria de deputado bolsonaristas, aprovou a convocação ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para que preste esclarecimentos sobre a atuação do Governo brasileiro diante da classificação de organizações criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA.

O ministro também falará sobre suas afirmações em relação à uma possível intervenção militar americana no Brasil. A iniciativa é do deputado Evair Vieira de Melo (REPUBLICANOS-ES).

Vieira de Melo decidiu pela medida por considerar vaga e genérica a resposta do Itamaraty ao Requerimento de Informação nº 1.012, de 2026, aprovado com o objetivo de esclarecer se o Governo brasileiro havia sido formalmente comunicado pelas autoridades norte-americanas acerca da possível classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.

“Em vez de fornecer informações objetivas, limitou-se, em diversos trechos, a apresentar considerações genéricas sobre a posição institucional do Governo brasileiro, sem esclarecer aspectos essenciais para o exercício da função fiscalizatória desta Casa”, destacou o deputado.

No documento encaminhado à Câmara dos Deputados, o Itamaraty afirma que manifestou sua posição às autoridades norte-americanas, porém não informa quando essas comunicações ocorreram, quais autoridades participaram das tratativas, quais canais diplomáticos foram utilizados, qual foi o conteúdo das manifestações brasileiras nem quais providências concretas decorreram dessas interlocuções.

Intervenção

Evair Vieira de Melo acrescentou que “a eventual classificação do PCC ou do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras não autoriza, por si só, qualquer intervenção militar em território nacional. Seus efeitos concentram-se na ampliação da cooperação internacional em inteligência e investigação, na intensificação das sanções financeiras e no fortalecimento dos mecanismos internacionais de combate às estruturas econômicas do crime organizado transnacional”, explicou.

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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, comandada por oposicionistas bolsonaristas, como o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP),, presidente do colegiado, aprovou, também,  Requerimento de Informação ao ministro das Relações Exteriores para que preste esclarecimentos acerca da criação do denominado Conselho Nacional de Política Externa Brasileira (CONPEB), anunciado como mecanismo permanente para a participação da sociedade civil na formulação da política externa brasileira.

A criação do CONPEB, foi anunciada durante a II Conferência Nacional de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, realizada entre 8 e 10 de junho na Universidade Federal do ABC. Na avaliação de Luiz Philippe, a proposta “representa um equívoco institucional gravíssimo, que confronta a Constituição Federal e ameaça a estabilidade, a autonomia e o profissionalismo do Itamaraty”.

Segundo ele, “a iniciativa de estabelecer um órgão permanente para a chamada participação da sociedade civil na formulação da política externa é apresentada pelo governo como instrumento de democratização. No entanto, essa descrição retira o foco do objetivo real da proposta: a entrega da condução técnica e estratégica das relações internacionais brasileiras a estruturas paralelas, que se prestam a interesses político-ideológicos específicos, com forte viés de aparelhamento partidário”, explicou.

Uma das intenções do CONPEB é revisar normas relativas à utilização das residências oficiais no exterior, flexibilizando os meios de acesso às embaixadas brasileiras para a “realização de atividades culturais, seminários, ações de diplomacia cidadã, hospedagens variadas e iniciativas de promoção de direitos humanos e cooperação com organizações sociais”.

“Esse Conselho também pretende ampliar drasticamente a nomeação de pessoas oriundas da sociedade civil, sem carreira e formação diplomática, para ocupar funções de chefia nos postos internacionais, o que infringe o regime de carreira típica de Estado, que garante a exclusividade da diplomacia — fundamental para assegurar a meritocracia, a imparcialidade política, a continuidade e a excelência do serviço exterior brasileiro”, assinalou.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real/Bancada Sulista)